No final do
século XIX inicio do século XX, com a Revolução Industrial várias cidades vão
passar por um processo de modernização baseado na ideia de “Modernidade”
Européia. Umas das primeiras cidades
brasileiras a sofrer alterações nos espaços físicos foi o Rio de Janeiro, tendo
como base o exemplo de civilização as reformas ocorrida na Paris hausmaniana.
No qual como Capital da Republica o Rio de Janeiro deveria ser a vitrine do
pais, sendo assim vão ocorrer sucessivas tentativas de controlar as moradias nas áreas
centralizadas da cidade, principalmente pondo a baixo a herança colonial que representava o atraso.
Sendo assim baseado no pensamento médico higienista do
inicio do seculo XX, Rodrigo Alves presidente da Republica na época inicia um
processo de Reformas Urbanísticas e saneamento básico, empenhados numa campanha
para mudar os hábitos e costumes da população.
Além do Rio de Janeiros outras cidades Brasileiras como
São Paulo, Recife também passaram por transformações urbanas. As cidades do
Nordeste mesmo com dificuldades econômicas passaram por transformações urbanas,
econômicas, sanitárias, a partir do final do século XIX até as primeira décadas
do século vinte. Com base na dissertação de Fernanda Karolina Recife, a
Parahyba do Norte no inicio século apropriaram sedas idéias de progresso, higienização,
urbanização européias. No qual o “feio”
deveria ser banido da cidade.
Baseado neste pensamento de Modernidade foi desenvolvido
um conjunto de projetos de reformas urbanas no inicio século XX, devido uma
serie de Epidemias que ameaçavam a saúde da População. Na Parahyba do Norte por
falta de recursos o processo de modernização vão ser iniciados principalmente a
partir da década de 1910, que notam ações efetivas no sentido de modernização da cidade voltados no inicio à instalação e Renovação de Serviços urbanos. (28,Alves,
2010).
Mesmo com
vários avanços ocorrido no final do século XIX, na Parahyba do Norte, após
Álvaro Machado, com os serviços de iluminação publica abastecimento de água, era
precário e não chegava a população.
Apenas em 1910 vão ocorre os primeiros contato com a luz elétrica
iluminação publica.
A imprensa
Paraibana teve papel importante no processo de modernização do Estado, Jornais
a exemplo do jornal a Imprensa e União, no qual defendiam as ideias
Higienistas. Com o intuito de torna a capital da Paraíba salubre, desodorizada ,
livre da endemias que assolavam a população da época, pois no inicio do século
eram precários os serviços de higiene pública da Parahyba. Principalmente
a elite da capital Paraibana no final da década de 1910-1920 desejava a
modernização da cidade, no qual os mesmo queriam a implantação de serviços, de
energia elétrica, ruas calçadas, água encanada, criado a Repartição de Higiene
tudo o que representasse progresso.
Assim como as
reformas Urbanas e saneamento básicos que ocorreram no incio do seculo, a maneira de comportar-se diante da sociedade,
vestir-se, habitar nas áreas centrais da Capital, frequentar cinema e teatro, adquirir artigos de luxo importados
da Europa, também eram considerados sinônimos de modernidade pela elite Paraibana do inicio do seculo.
Portanto no inicio do século XX, a Parahyba do Norte
assim como outras cidades do Brasil passaram por uma serie de transformações
urbanas, econômicas, sanitárias, com base no pensamento de modernidade Europeu.
Na Parahyba a difusão destas idéias de modernidade teve forte participação da
elite e da impressa. No qual o feio deveria ser eliminado, como os becos, as
casas de palha, necessitariam ser demolidos das áreas centrais pois vão
conduzia com a modernidade. A prostituição assim como o jogo, bebedeira, a
ociosidade eram aspectos que eram contra os preceitos moral da sociedade, sendo
assim a elite buscava com o apoio da policia controlar estes hábitos das
populares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário