sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ESTAMOS VIVENDO UMA NOVA ORDEM



No que concerne à modernidade, estamos vivendo um novo tempo, dias melhores estamos presenciando e através de muito trabalho e esforço quero reforçar que hoje a Paraíba se encontra em um estágio bastante evoluído conquistado durante a República. Inserindo assim a Paraíba em um cenário de glória orgulhando os seus habitantes.
Para conquistar você apresento as reviravoltas assumidas pelas nossas principais joias raras: Parahyba do Norte e Campina Grande que neste momento apresentam melhorias na suas estruturas políticas, estético-urbanística e social.


Paródia da música Paraíba - Luiz Gonzaga



Paródia elaborada a partir de tal composição musical.

Como os elementos da modernidade foram incorporados e utilizados no espaço urbano da Paraíba no início do século xx?



O inicio do século XX foi um momento de grande ebulição no cenário nacional, isso em todos os sentidos, tanto nos seus elementos políticos, econômicos, culturais e sociais, tal processo se deve a dois episódios que tinha ocorrido ainda no século passado no seu fim pra ser mais exato, que foram à libertação dos escravos em 1888, e a proclamação da república em 1889, contudo não foram somente si esses dois eventos que estimularam a mudanças de algumas conjeturas no cotidiano da sociedade brasileira, e entre estes estaria aquilo que se denominou como modernidade, antes de entramos propriamente no tema é importante voltamos novamente para século XIX, isto porque, este século ficou conhecido, e principalmente sua segunda metade como um período de grande revolução tecnológica e científica que abalaram veemente a sociedade da época, principalmente a europeia e a estadunidense, aonde os efeitos dessa revolução mais afetaram, e tal elementos começaram a se chegar ao Brasil principalmente no final do século XIX e inicio do XX, e tais mudanças fizeram com que a sociedade brasileira, nesse caso sua elite econômica e política tentassem se adaptar aos novos tempos, com isso a modernidade que na teoria iria só afetar os meios industriais e científicos, contudo essas novas invenções no meio científico e tecnológico também passaram a dá a elite brasileira, um ar de modernidade que devia se alcançar, ou seja, devia ser buscar se adaptar aos novos tempos que estavam se chegando, e pra isso tinha que se alterarem práticas do seu cotidiano, como suas vestimentas, que deviam ser baseado a moda parisiense, o uso do telefone que também se dava um status de moderno, além disso, se falar na geografia das principais cidades brasileiras que também foram bastante alteradas nesse período com a instalação de bondes e trem de ferros, e décadas depois com o aumento do uso de automóveis por parte da elite, sem esquecer é claro das reformas urbanísticas feitas em quase todas as capitais brasileiras, ou seja, esse tal modernidade que chegou ao Brasil oriunda do continente europeu e dos Estados Unidos, além de afetar principalmente o Rio de Janeiro e São Paulo, que nessa época já era as principais cidades brasileiras, também afetou claro não no mesmo grau que essas duas cidades, foi a capital do estado da Parahyba que se chamava à época de Parahyba do Norte, tendo em vista isto iremos fazer uma analise mais aprofundada de como essa dita modernidade do inicio do século afetou as conjunturas e a população da cidade da Parahyba do Norte.

Anatomia feminina: o corpo vivo de Anayde Beiriz – Iranilson Buriti



Pós doutor em História das Ciências e da Saúde
Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco
Pesquisador e bolsista ad hoc do CNPq
Professor da disciplina de Paraiba II

                O cenário nacional que recepcionava o modernismo, era um terreno fértil para idéias progressistas, apesar de uma grande parcela da população ainda estar mergulhada no tradicionalismo moralista, algumas pessoas corajosas em suas vontades, rompiam a barreira imposta a sociedade e anunciavam novos ares, novos modos de pensar, novos modos de ser.

Parahyba Mulher Macho – Tizuka Yamazaki






É comum em algumas análises e versões da história uma apreensão da realidade na forma de uma trama, com todos os recursos que se assemelham ao romance ficcional: o desenvolvimento da narrativa de modo intricado, com começo, meio e fim; os personagens com os seus papéis definidos previamente; o narrador onisciente que construindo sua narrativa teleológica parece cortar os personagens e sondar seus pensamentos. A idéia da trama possui em sim uma aceitação rápida por parte de alguns leitores, deixando cada vez mais claro na medida que o narrador desenvolve a narrativa, a aproximação do seu final como necessariamente único, como um destino que os personagens deveriam percorrer, afinal esse era o papel deles na história.
Por certo, tal escolha narrativa nos coloca em cheque com o real. Nos sentimos em débito quando, de outra forma, tomamos conhecimento das multiplas facetas dos  “personagens”, da complexa rede de associações que eram afetadas por suas escolhas, das contraposições do ambito privado e público, nacional e local. Como uma espécie de véu que é rasgado para que possamos ver através, a historieta em forma de trama já não possui para nós tanta serventia. De fato percebemos até que ela dificulta o nosso olhar cortante, que pretende abranger o real.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Entre cartas e declarações de amor: A escrita de si de Anayde Beiriz




RESENHA:

O artigo “Entre cartas e declarações de amor: A escrita de si de Anayde Beiriz”, escrito por Alômia Abrantes, que é professora adjunta da UEPB, campus III. Doutora em História pela UFPE. Graduada em História e Comunicação pela UFPB, faz parte da discussão que compõe a tese de doutoramento desta, intitulada “Paraíba Mulher Macho: tessituras de gênero, desafios da história”, defendida em 2008, e que inspirou também o Projeto de Iniciação Científica intitulado “Gênero e sexualidade na escrita de si de Anayde Beiriz”. Alômia Abrantes atua sob as seguintes linhas de pesquisa: Cultura, Subjetividades e Linguagem e História e estudos Culturais: crença, gênero e sexualidade.

Como o gênero Feminino participou da "Revolução de 30" na Paraiba?



Anayde Beriz destacou-se no início do século XX na Paraiba, filha de José da Costa e Maria Augusta, com apenas 17 anos já estava formada, no qual começa a trabalhar na Escola da Colônia de Pescadores Z-2, em Cabedelo. Participou de concursos de beleza patrocinados pelo Jornal Correio da Manhã,também fotografada pela revista Era Nova.
 A figura de Anayde quebra o tradicionalismo nos meios públicos e privados ao recepcionar as idéias do Movimento Modernista. A sociedade da epóca não tinha uma boa imagem de Anayde por causa de suas idéias progressista enfatizadas com poesias, na participação ativamente das manifestações intelectuais, por frequentar Saraus Culturais, e por andar desacompanha nas ruas. A maneira como ela vestia-se usando decotes, batom, o corte de cabelo a la garcone também incomodava os tradicionalistas. Por tanto vista como simbolo de modernidade, Anayde rompe com com suas atitudes as barreras imposta ao sexo feminino da década de 20 do século passado.

Qual a contribuição de Paris para a modernidade Paraibana?



  No final do século XIX inicio do século XX, com a Revolução Industrial várias cidades vão passar por um processo de modernização baseado na ideia de “Modernidade” Européia.  Umas das primeiras cidades brasileiras a sofrer alterações nos espaços físicos foi o Rio de Janeiro, tendo como base o exemplo de civilização as reformas ocorrida na Paris hausmaniana. No qual como Capital da Republica o Rio de Janeiro deveria ser a vitrine do pais, sendo assim vão ocorrer sucessivas tentativas  de controlar as moradias nas áreas centralizadas da cidade, principalmente pondo a baixo  a herança colonial que representava o atraso. Sendo assim baseado no pensamento médico higienista do inicio do seculo XX, Rodrigo Alves presidente da Republica na época inicia um processo de Reformas Urbanísticas e saneamento básico, empenhados numa campanha para mudar os hábitos e costumes da população.

“ Parahyba Modernizada”


Esta produção artística atende a uma das necessidades do blog que seria a elaboração de um cordel que articulasse as discussões da sala de aula e dos textos: