segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ABRANTES, Alômia. Escritas e Inscritas: mulheres na imprensa dos anos 1920


Falando por intermédio do discurso em relação as mulheres paraibanas dos anos 20, observamos que algumas buscaram se destacar e desenvolveram táticas para não viverem apenas no anonimato. Nessa conjuntura observa-se que a escrita da figura do feminino por parte do texto é de importância significativa para o entendimento do papel das mulheres no espaço historiográfico paraibano, sob a ótica do que o seu personagens significaram. Mulheres se destacaram na historiografia paraibana do século XX em uma sociedade que pregava a ordem e o progresso por meio da figura do masculino, não aceitando o papel da mulher no destaque da sociedade como um todo.

Marcando assim na vida a participação de algumas mulheres que mereceram destaque na Paraíba do século XX, isso nos leva a entender que por meio dessas figuras que se destacaram no século XX, trouxe para a historiografia a tentativa de escrever a participação dessas mulheres. Observando as escritoras Analice Caldas e Eudésia Vieira, tem-se por destaque a conotação que estas adquiriram ao esboçar estrelismos de ativismo feminista em meio a uma Paraíba masculina e influenciada pelo moralismo masculinizante.
Na conduta de destaque a Paraíba degustou desse ativismo e guerreiríssimo dessas mulheres que buscaram fazer por merecer serem inscritas e não apenas escritas na participação do espaço que estaria para ser aberto para uma maior efetividade do feminino na diversidade temporal. Possibilitando um melhor entendimento da mulher analisando que os anseios de inserção estavam marcados e que estas feministas procuravam articular espacialidades além dos sonhos, produzindo comportamentos próprios e abrindo possibilidades de participação das mulheres no cotidiano além do lar.
Nas palavras da historiadora Alômia Abrantes essas articulações abriram perspectivas de discursos e sensibilidades que descaracterizaram o espaço comum e que abriram participação para a postura de mulheres ativas e que ajudaram a vencer preconceitos juntando forças para a confirmação do desejo de resitência da mulher paraibana que não se rende e que também querparticipação no espaço além do seio doméstico.

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