Centelhas
da Parahyba: Ensaios sobre a História Paraibana na Republica Velha.
Tendo
como organizadores Gleydson Farias Rodrigues, Alisson Pereira
Silva, Helaine Cristina Dantas, Maria Luiza Ferreira Brasil e
Suleyman Gabriel B. Correa. O blog, teve sua origem como fruto das
reflexões dos mesmos, na disciplina História da Paraíba ll,
ministrada pelo professor Dr. Iranilson Buriti de Oliveira. O Blog
tem sua origem como fruto das reflexões dos seus organizadores na
Disciplina História da Paraíba II. Ministrada pelo professor Dr,
Iranilson Buriti de Oliveira.
Um
dos pontos principais expostos por seus organizadores foi a sobre a
Educação Física e Disciplinarização dos corpos. Na Paraiba em
1913, a medicalização do individuo físico invade o ambiente
escolar, trazendo assim um surgimento de uma nova disciplina, que
passou a ser introduzida no componente curricular: A educação física Sua inclusão nas escolas paraibanas, servia como um
instrumento a possibilitar mudanças na sociedade. Mudanças essas
que seriam através das crianças. Vistas como futuro da nação
nelas estariam a esperança pelo diferente, de um Brasil viria a ser
diferente. Por esse motivo era preciso educar, disciplinar e
principalmente a mostrar pra essas crianças o jeito certo de
utilizarem seus corpos. Essa busca pela disciplinarização dos
corpos, era um dos projetos que se tinha para o Brasil e
consequentemente da Paraíba também: a ideia de País higienizado,
eugênico e branco. Planejados pelos detentores do poder, moldando os
corpos brutos ( crianças) os aperfeiçoando e esse exercício
disciplinador.
É
nesse mesmo contexto discutem a Higienização do corpo. Azemar
Santos Soares Junior, analisa o processo de modernização da na
Paraíba, no início da Republica, interligando cidade, corpo e
higienização. Fazendo o leitor mergulhar com ele no mundo olfativo,
com cheiros e odores. A percepção do cheiro insiste não apenas na
sensação gerada pelos próprios odores, mas também nas
experiências emocionais. O corpo limpo seduz, atrai, encanta. O
corpo sujo é repugnado. Analisando o processo de higienização das
cidades paraíbanas, feita por Azemar , coloca o corpo como sendo
constituinte das ruas,. O espaço das ruas é o ambiente onde as
relações humanas se cruzam. O corpo é alvo de ações, região
fértil, espaço privado, onde as escolhas são individualizadas e
suas modificações quase a vontade.
O
processo de modernização que passaram as cidades paraibanas, tinham
traços da Europa, implicando no estabelecimento dos espaços
urbanos, bem como os habitantes que viviam na cidade. E o século
XIX, foi o palco para o surgimento de discurso e práticas
sanitaristas. Querendo higienizar tanto o espaço das cidades, quanto
as pessoas ali. Dentre as transformações ocorridas durante os fins
do século XIX e início do XX, foram registradas de maneiras
distintas. Destaca-se a fotografia ,como um dos agentes dessas
transformações. Se comprometendo em retratar as mudanças que iam
acontecendo nas cidades paraibanas. Mostrando com elas o avanço do
modernismo.
Despindo
a Paraíba: Histórias e outros contos.
O
organizador deste Blog Alisson Felinto, traz questões que
possibilitam melhor entendimento ao que se refere as facetas,
relacionadas a construção da Paraíba. Sendo de uma maneira a
despi-la. E para esse estudo inovador, teve como apoio a dissertação
de mestrado de Paloma Porto Silva, (Des) aliando alguns fios da
modernidade Pedagógica: Um estudo sobre as práticas discursivas em
Campina Grande- PB (1919-1945).
Existido
para ela nesse período, toda uma construção voltada não só para
a educação, mas também para um discurso para a estruturação da
modernidade brasileira. Onde os intelectuais da época para alcançar
o nível “moderno”, acreditaram que criando meios civilizatórios,
tendo isso em vista a educação, foi um desses elementos. Seus
estudos mostram de que maneira foi possível, quando mostra que essa
pedagogia da modernidade não estava voltada apenas para a sala de
aula, mas também para a saúde e higienização. Percebe-se assim,
uma articulação desses grupos em torno desses elementos que
objetivavam estar inseridos nesse conceito de moderno.
Paraíba
Masculina " muié macho! Sim sinhô”- Um diálogo sobre um
baião de dualidades.
O blog foi num trabalho
proposto pelo professor Iranilson Buriti, na disciplina História da
Paraíba ll. Tendo como texto base, a tese de Doutorado de Alômia
Abrantes, Paraíba
Mulher Macho: tessituras de gênero, (desa)fios da História da
Paraíba, século xx. Recife: UFPE ,2008, p. 115-224.
Seus organizadores, através do trabalho de Abrantes, permitem um
"mergulho" em um dos temas mais importantes para a formação
da História da nossa Paraíba. A partir daí, mostra como Abrantes
configura e desconfigura personagens importantes como o de Anayde
Beiriz, João Pessoa, João Dantas entre outros que também
contribuíram para o trabalho.
A autora em sua Tese de
Doutorado, logo nas primeiras linhas introdutórias afirma que
trabalhar com o tema “ Paraíba Mulher-Macho”, envolve questões
morais, política e indenitárias. Alômia vai construindo e
desconstruindo os mitos que circundam o tema central de sua obra, a
ambiguidade que trás a afirmação Paraíba Mulher-Macho. Desde a
mulher nordestina, a paraibana forte e viril, até o que diz respeito
a honra, tão valorizada no século xx. Mostram o sentido ambíguo da
frase que iniciou –se a questão. Ela tem como um do pontos que
nortearão o seu trabalho, a letra da música “Paraíba”, escrita
por Luís Gonzaga e Humberto Teixeira. Escrita de início para
homenagear a Paraíba, e não coo um meio pejorativo com a figura
feminina. Tendo um lado positivo que a mulher paraibana é uma mulher
que luta, batalha e tem a mesma coragem do sexo oposto.
A música de Luís Gonzaga e
Humberto Teixeira, é composta por um cruzamento que é “o de uma
fêmea, onde vive cabra macho”. Abrantes menciona aquilo que
contribuiu para que essa dualidade fosse composta. A exemplo, a
figura de João Pessoa e de outros políticos na República Velha.
Afirmando assim, que mesmo que na obra não houvesse a interjeição
utilizada por Luís Gonzaga ” muié macho!
Sim sinhô
!!!... . A letra em si, mostra esse sentido de ambiguidade, ao se
afirmar mulher-macho.
Cita a figura de Anayde
Beiriz, destacada na época, uma que não se deteve as convenções e
padrões sociais da época. Uma mulher que no sentido literal da
palavra teve personalidade, atitudes do que seria uma verdadeira
“mulher-macho! sim sinhô. Tinha atitudes revolucionárias,
masculinizadas, sedentas de desejos. Considerada por isso como uma
“sem vergonha”, por seu relacionamento com João Dantas, Abrantes
coloca a figura de Anayde como a “ construção de uma feminidade,
aquela tirada tecida no entrelaçamento do modelo de masculinidade do
passado constantemente reiterado.
A ideia de Alômia de tecer um
perfil de uma “Paraíba Mulher-Macho”, desperta a ideia de trazer
a margem personalidade de destaque honroso, de caráter viril e de
atitudes dignas de louvor, muitas vezes esquecidas.
No entanto, os organizadores
mostram no blog, não um só meio discutindo uma só questão, se
utilizam de leitura de cordel (a Paraíba na era moderna), de vídeos,
notícias, paródia, como uma forma de também tratar a essas
questões, dando mais ênfase ao contexto histórico.
Peculiaridades
na Modernidade Parahybana
Com a finalidade de trabalhar
acerca do processo de modernização na Parahyba do século xx. Os
organizadores do blog, dar destaque a esses discursos como também a
novas experiências que emergiam no centros urbanos, como na Parahyba
do Norte e na cidade de Campina Grande. E as influências que teve
essas mudanças na vida, nos comportamentos das pessoas dessas
respectivas cidades.
Analisando ainda, a influência
dessas mentalidades nos costumes dos sujeitos urbanos, trabalham
também em seu blog, a tese de Doutorado de Alôma Abrantes, Paraíba,
Mulher-Macho; tessituras de gênero. (desa) fios da história,
Paraíba, século xx. Recife: UFPE, 2008. Adentrando no discurso
historiográfico, que construiu uma imagem da Paraíba e das mulheres
da região, como “Mulher-Macho”. influenciado pelo desejo das
novidades, de adquirir aquilo que era novo. Destacando a parahybana
Anayde Beiriz, a autora se propõe analisar as produções
discursivas como músicas, filmes da época, que tornou possível a
emergência da imagem da “Paraíba mulher-macho, como sendo
formadora de uma identidade com o estado e mulheres da Paraíba.
Percebendo através dos
recortes que a autora faz de algumas imagens que entraram em
evidência nas últimas décadas do século xx. Inclusive dos anos
1990. Mostra o cinema, literatura, imprensa, historiografia, passando
a investir numa nova encarnação do conceito “mulher-macho”.
E importante destacar a
participação feminina na Revolução de 30. Anayde foi associada
por vários tipos de discursos da Revolução. Contribuindo para a
construção de uma nova imagem que a ligavam definitivamente as
lutas a tais movimentos, referênciam a revolucionária feminina,
construída como contestadora aos padrões de comportamento da
mulher. Ligando-a a ideia de “desvio” da conduta moral da época,
mulher vilril, guerreira, que se expõe ao público, que defendiam
seus interesses.
São vários os meios que
podemos perceber essas peculiaridades modernidade aqui na Paraíba.
Destacando as influências que teve de Paris, devido as várias
transformações urbanísticas. Servindo de modelo não só para o
mundo, como também para o Brasil. E aqui na Paraíba não foi
diferente. As cidades da Parahyba do Norte e Campina Grande,
começaram a respirar os ares da modernidade. Possuíram
melhoramentos sanitários, redes de esgotos, saneamento de água. Era
lugares bons de viver, pelo progresso econômico. Reformas urbanas
foram pensadas melhorar as necessidades das atividades comerciais.
Contém ainda linhas férreas, que agilizavam a chegada de objetos de
luxo, trazidos de fora para serem comercializados. As cidades tinham
agora artigos que são de últimas novidades no Recife, Rio de
Janeiro e Paris.
Cenas da
modernidade Parahybana
Com o mesmo objetivo dos
demais blogs,
criados na disciplina História da Paraíba ll, ministrada pelo
professor Iranilson Buriti. O Cenas
da modernidade Parahybana,
vem mostrar um pouco do cenário parahybano no início do século XX,
com o crescente processo de modernização de suas cidades,
impulsionadas pela República Velha. Assunto de destaque na matéria
jornalística, postadas pelos organizadores. Mostrando que as
principais cidades da Parahyba, Campina Grande e Parahyba do Norte,
estão em pleno desenvolvimento, com ares da modernidade. Advindo da
implementação da República em nosso país, no início do século
XX. A chegada da República trouxe para essas cidades, avanços nos
diversos aspectos, culturais, econômicos, políticos e sociais.
Dentro de um movimento de modernização, que se seguiu nos grandes
centros urbanos.
Destaca-se também a figura de
Anayde Beiriz, no trabalho de Alômia Abrantes, apresentando Anayde
nesse processo de mudanças e transição no espaço urbano. Essas
mudanças em Cenas
da modernidade Parahybana,
é mostrada de outras formas, como cordel, poemas, vídeos,
fotografias, paródia, além de outras sugestões postas pelos
organizadores, contudo , essas formas nos permite a entender as
respectivas mudanças modernizadoras na Parahyba do Norte do século
XX.
Muito bom!
ResponderExcluirNão tinha outro nome, a criatividade falhou?
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