domingo, 14 de outubro de 2012

Comentários das outras produções online

Elaboramos nessa postagem um pequeno ensaio analítico das outras produções da disciplina. Como toda a elaboração da disciplina foi feita online e sob o modelo do blogfólio disponibilizamos os devidos links junto com algumas reflexões.




Centelhas da Parahyba: Ensaios sobre a História Paraibana na Republica Velha.
Tendo como organizadores Gleydson Farias Rodrigues, Alisson Pereira Silva, Helaine Cristina Dantas, Maria Luiza Ferreira Brasil e Suleyman Gabriel B. Correa. O blog, teve sua origem como fruto das reflexões dos mesmos, na disciplina História da Paraíba ll, ministrada pelo professor Dr. Iranilson Buriti de Oliveira. O Blog tem sua origem como fruto das reflexões dos seus organizadores na Disciplina História da Paraíba II. Ministrada pelo professor Dr, Iranilson Buriti de Oliveira.
Um dos pontos principais expostos por seus organizadores foi a sobre a Educação Física e Disciplinarização dos corpos. Na Paraiba em 1913, a medicalização do individuo físico invade o ambiente escolar, trazendo assim um surgimento de uma nova disciplina, que passou a ser introduzida no componente curricular: A educação física  Sua inclusão nas escolas paraibanas, servia como um instrumento a possibilitar mudanças na sociedade. Mudanças essas que seriam através das crianças. Vistas como futuro da nação nelas estariam a esperança pelo diferente, de um Brasil viria a ser diferente. Por esse motivo era preciso educar, disciplinar e principalmente a mostrar pra essas crianças o jeito certo de utilizarem seus corpos. Essa busca pela disciplinarização dos corpos, era um dos projetos que se tinha para o Brasil e consequentemente da Paraíba também: a ideia de País higienizado, eugênico e branco. Planejados pelos detentores do poder, moldando os corpos brutos ( crianças) os aperfeiçoando e esse exercício disciplinador.
É nesse mesmo contexto discutem a Higienização do corpo. Azemar Santos Soares Junior, analisa o processo de modernização da na Paraíba, no início da Republica, interligando cidade, corpo e higienização. Fazendo o leitor mergulhar com ele no mundo olfativo, com cheiros e odores. A percepção do cheiro insiste não apenas na sensação gerada pelos próprios odores, mas também nas experiências emocionais. O corpo limpo seduz, atrai, encanta. O corpo sujo é repugnado. Analisando o processo de higienização das cidades paraíbanas, feita por Azemar , coloca o corpo como sendo constituinte das ruas,. O espaço das ruas é o ambiente onde as relações humanas se cruzam. O corpo é alvo de ações, região fértil, espaço privado, onde as escolhas são individualizadas e suas modificações quase a vontade.
O processo de modernização que passaram as cidades paraibanas, tinham traços da Europa, implicando no estabelecimento dos espaços urbanos, bem como os habitantes que viviam na cidade. E o século XIX, foi o palco para o surgimento de discurso e práticas sanitaristas. Querendo higienizar tanto o espaço das cidades, quanto as pessoas ali. Dentre as transformações ocorridas durante os fins do século XIX e início do XX, foram registradas de maneiras distintas. Destaca-se a fotografia ,como um dos agentes dessas transformações. Se comprometendo em retratar as mudanças que iam acontecendo nas cidades paraibanas. Mostrando com elas o avanço do modernismo.




Despindo a Paraíba: Histórias e outros contos.
O organizador deste Blog Alisson Felinto, traz questões que possibilitam melhor entendimento ao que se refere as facetas, relacionadas a construção da Paraíba. Sendo de uma maneira a despi-la. E para esse estudo inovador, teve como apoio a dissertação de mestrado de Paloma Porto Silva, (Des) aliando alguns fios da modernidade Pedagógica: Um estudo sobre as práticas discursivas em Campina Grande- PB (1919-1945).
Existido para ela nesse período, toda uma construção voltada não só para a educação, mas também para um discurso para a estruturação da modernidade brasileira. Onde os intelectuais da época para alcançar o nível “moderno”, acreditaram que criando meios civilizatórios, tendo isso em vista a educação, foi um desses elementos. Seus estudos mostram de que maneira foi possível, quando mostra que essa pedagogia da modernidade não estava voltada apenas para a sala de aula, mas também para a saúde e higienização. Percebe-se assim, uma articulação desses grupos em torno desses elementos que objetivavam estar inseridos nesse conceito de moderno.

Paraíba Masculina " muié macho! Sim sinhô”- Um diálogo sobre um baião de dualidades.

O blog foi num trabalho proposto pelo professor Iranilson Buriti, na disciplina História da Paraíba ll. Tendo como texto base, a tese de Doutorado de Alômia Abrantes, Paraíba Mulher Macho: tessituras de gênero, (desa)fios da História da Paraíba, século xx. Recife: UFPE ,2008, p. 115-224. Seus organizadores, através do trabalho de Abrantes, permitem um "mergulho" em um dos temas mais importantes para a formação da História da nossa Paraíba. A partir daí, mostra como Abrantes configura e desconfigura personagens importantes como o de Anayde Beiriz, João Pessoa, João Dantas entre outros que também contribuíram para o trabalho.
A autora em sua Tese de Doutorado, logo nas primeiras linhas introdutórias afirma que trabalhar com o tema “ Paraíba Mulher-Macho”, envolve questões morais, política e indenitárias. Alômia vai construindo e desconstruindo os mitos que circundam o tema central de sua obra, a ambiguidade que trás a afirmação Paraíba Mulher-Macho. Desde a mulher nordestina, a paraibana forte e viril, até o que diz respeito a honra, tão valorizada no século xx. Mostram o sentido ambíguo da frase que iniciou –se a questão. Ela tem como um do pontos que nortearão o seu trabalho, a letra da música “Paraíba”, escrita por Luís Gonzaga e Humberto Teixeira. Escrita de início para homenagear a Paraíba, e não coo um meio pejorativo com a figura feminina. Tendo um lado positivo que a mulher paraibana é uma mulher que luta, batalha e tem a mesma coragem do sexo oposto.
A música de Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, é composta por um cruzamento que é “o de uma fêmea, onde vive cabra macho”. Abrantes menciona aquilo que contribuiu para que essa dualidade fosse composta. A exemplo, a figura de João Pessoa e de outros políticos na República Velha. Afirmando assim, que mesmo que na obra não houvesse a interjeição utilizada por Luís Gonzaga ” muié macho! Sim sinhô !!!... . A letra em si, mostra esse sentido de ambiguidade, ao se afirmar mulher-macho.
Cita a figura de Anayde Beiriz, destacada na época, uma que não se deteve as convenções e padrões sociais da época. Uma mulher que no sentido literal da palavra teve personalidade, atitudes do que seria uma verdadeira “mulher-macho! sim sinhô. Tinha atitudes revolucionárias, masculinizadas, sedentas de desejos. Considerada por isso como uma “sem vergonha”, por seu relacionamento com João Dantas, Abrantes coloca a figura de Anayde como a “ construção de uma feminidade, aquela tirada tecida no entrelaçamento do modelo de masculinidade do passado constantemente reiterado.
A ideia de Alômia de tecer um perfil de uma “Paraíba Mulher-Macho”, desperta a ideia de trazer a margem personalidade de destaque honroso, de caráter viril e de atitudes dignas de louvor, muitas vezes esquecidas.
No entanto, os organizadores mostram no blog, não um só meio discutindo uma só questão, se utilizam de leitura de cordel (a Paraíba na era moderna), de vídeos, notícias, paródia, como uma forma de também tratar a essas questões, dando mais ênfase ao contexto histórico.


Peculiaridades na Modernidade Parahybana
Com a finalidade de trabalhar acerca do processo de modernização na Parahyba do século xx. Os organizadores do blog, dar destaque a esses discursos como também a novas experiências que emergiam no centros urbanos, como na Parahyba do Norte e na cidade de Campina Grande. E as influências que teve essas mudanças na vida, nos comportamentos das pessoas dessas respectivas cidades.
Analisando ainda, a influência dessas mentalidades nos costumes dos sujeitos urbanos, trabalham também em seu blog, a tese de Doutorado de Alôma Abrantes, Paraíba, Mulher-Macho; tessituras de gênero. (desa) fios da história, Paraíba, século xx. Recife: UFPE, 2008. Adentrando no discurso historiográfico, que construiu uma imagem da Paraíba e das mulheres da região, como “Mulher-Macho”. influenciado pelo desejo das novidades, de adquirir aquilo que era novo. Destacando a parahybana Anayde Beiriz, a autora se propõe analisar as produções discursivas como músicas, filmes da época, que tornou possível a emergência da imagem da “Paraíba mulher-macho, como sendo formadora de uma identidade com o estado e mulheres da Paraíba.
Percebendo através dos recortes que a autora faz de algumas imagens que entraram em evidência nas últimas décadas do século xx. Inclusive dos anos 1990. Mostra o cinema, literatura, imprensa, historiografia, passando a investir numa nova encarnação do conceito “mulher-macho”.
E importante destacar a participação feminina na Revolução de 30. Anayde foi associada por vários tipos de discursos da Revolução. Contribuindo para a construção de uma nova imagem que a ligavam definitivamente as lutas a tais movimentos, referênciam a revolucionária feminina, construída como contestadora aos padrões de comportamento da mulher. Ligando-a a ideia de “desvio” da conduta moral da época, mulher vilril, guerreira, que se expõe ao público, que defendiam seus interesses.
São vários os meios que podemos perceber essas peculiaridades modernidade aqui na Paraíba. Destacando as influências que teve de Paris, devido as várias transformações urbanísticas. Servindo de modelo não só para o mundo, como também para o Brasil. E aqui na Paraíba não foi diferente. As cidades da Parahyba do Norte e Campina Grande, começaram a respirar os ares da modernidade. Possuíram melhoramentos sanitários, redes de esgotos, saneamento de água. Era lugares bons de viver, pelo progresso econômico. Reformas urbanas foram pensadas melhorar as necessidades das atividades comerciais. Contém ainda linhas férreas, que agilizavam a chegada de objetos de luxo, trazidos de fora para serem comercializados. As cidades tinham agora artigos que são de últimas novidades no Recife, Rio de Janeiro e Paris.



Cenas da modernidade Parahybana
Com o mesmo objetivo dos demais blogs, criados na disciplina História da Paraíba ll, ministrada pelo professor Iranilson Buriti. O Cenas da modernidade Parahybana, vem mostrar um pouco do cenário parahybano no início do século XX, com o crescente processo de modernização de suas cidades, impulsionadas pela República Velha. Assunto de destaque na matéria jornalística, postadas pelos organizadores. Mostrando que as principais cidades da Parahyba, Campina Grande e Parahyba do Norte, estão em pleno desenvolvimento, com ares da modernidade. Advindo da implementação da República em nosso país, no início do século XX. A chegada da República trouxe para essas cidades, avanços nos diversos aspectos, culturais, econômicos, políticos e sociais. Dentro de um movimento de modernização, que se seguiu nos grandes centros urbanos.
Destaca-se também a figura de Anayde Beiriz, no trabalho de Alômia Abrantes, apresentando Anayde nesse processo de mudanças e transição no espaço urbano. Essas mudanças em Cenas da modernidade Parahybana, é mostrada de outras formas, como cordel, poemas, vídeos, fotografias, paródia, além de outras sugestões postas pelos organizadores, contudo , essas formas nos permite a entender as respectivas mudanças modernizadoras na Parahyba do Norte do século XX. 


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